Esta é uma iniciativa do Instituto Anima em parceria com a Prefeitura Municipal de Fortaleza através da Secretaria da Cultura do Município e tem por objetivo premiar os três melhores trabalhos de conclusão de curso de arquitetura e urbanismo que tenham como temática projetos no âmbito da intervenção no patrimônio arquitetônico do Ceará. O prêmio integra a programação do VII Seminário do Patrimônio Cultural que acontecerá em Fortaleza de 27 a 29 de abril no Museu da Indústria e será lançado no primeiro dia deste evento.

Como parte das comemorações do aniversário de 290 anos da cidade, o prêmio tem o propósito de estimular o interesse pela elaboração de projetos que se relacionem diretamente com a questão do patrimônio histórico promovendo uma interação entre as práticas da arquitetura contemporânea e as edificações erguidas num tempo passado. A premiação será lançada no dia 27 de abril, logo após a abertura do seminário. Os premiados receberão de acordo com sua classificação, R$ 3mil, R$ 2mil e R$ 1mil respectivamente por seus projetos.

Os premiados serão conhecidos em um evento que ocorrerá no dia 1º de junho no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Ceará – FIEC e contará com a presença dos arquitetos Marcelo Ferraz, do escritório Brasil Arquitetura e Milton Braga, do escritório MMBB, profissionais internacionalmente reconhecidos por suas criações nos mais diversos campos da arquitetura, especificamente por suas intervenções em edifícios históricos.

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Premiação

Menção honrosa 01 (0214115) – Renata de Moura Felício (UFC)
O destaque da proposta é o arrojo do novo prédio, resolvido com volumes puros, definidos em planos claros mas que se tornam permeáveis e leves pela exposição, em pontos estratégicos, da estrutura metálica. O conjunto se abre às vias públicas, permitindo a travessia dos pedestres por entre os prédios e pelo pátio central. A diagonal dominante da fachada sudoeste introduz forte contraponto às demais massas construídas. Houve, no entanto, percepção de que o programa extenso levou a disparidade excessiva entre a nova edificação e o prédio existente, que se torna quase coadjuvante.

Menção honrosa 02 (12141427) – Gerson Amaral Lima (UFC)
A relação harmoniosa entre o novo edifício e a edificação existente, seja em termos de volumetria, gabarito ou materiais, se mostra como ponto forte da proposta. O novo bloco se apresenta discreto, mostrando ser uma edificação contemporânea ao mesmo tempo em que faz referência a elementos da arquitetura tradicional, como o alpendre. Faltou à apresentação mais informações acerca de implantação, bem como da diferença entre situação existente e situação proposta. Apesar da pouca informação sobre a implantação, merece destaque ainda a esplanada proposta, livrando o edifício e gerando uma grande área livre para atividades complementares.

Menção honrosa 03 (13104929) – Francisco Jefferson da Silva Nascimento (UFC)
O projeto tem êxito em resolver com clareza e simplicidade a adaptação de um edifício de pequeno porte, cuja intervenção mostra-se precisa e em pleno acordo com a essência do bem. Exemplifica, ainda, a possibilidade de uma abordagem singela e sustentável de intervenção no patrimônio construído, apresentando-se como uma proposta pertinente e factível. Faltou-lhe, no entanto, uma apresentação adequada da proposta de intervenção urbanística a que se propõe no memorial.

3o lugar (11212924) – Karolinne Gomes Carvalho (UNIFOR)
O tema ‘reciclagem urbana’ deixa claro que, embora o objeto central da intervenção sejam as caixas d’água, o seu horizonte é a cidade. O projeto se apropria da estrutura existente e incorpora novos elementos estruturais demandados pelo programa de forma coerente e equilibrada. A ocupação dos reservatórios apresenta grande potencial de ativação de elementos sensoriais e de memória além de abrir a visitação um espaço insólito da cidade. Trata-se de uma intervenção que, numa mirada apressada, parece não existir, mas que, numa operação como de acupuntura, ativa as velhas estruturas dotando-lhes de um novo significado e uso.

2o lugar (13151931) – Gledson Henrique Gomes Rocha (UNIFOR)
Uma abordagem corajosa e pertinente do problema da ruína é o destaque deste projeto. A nova edificação é aqui apresentada como homenagem ao antigo cinema, mantido como testemunho e catalisador simbólico de todo o espaço. Além da qualidade escultórica e da escala perfeitamente integrada à paisagem existente da nova edificação, é preciso destacar a extrapolação do projeto para a escala urbana, com incorporação ao mesmo da Praça Roosevelt.

1o lugar (11104820) – Pedro Lucca Freitas Cândido (UFC)
A proposta se destaca em todos os aspectos exigidos no edital, seja do ponto de vista da sua qualidade em conteúdo (partido, soluções técnicas, relação com o entorno, concepção formal) ou no quesito apresentação (clareza, coesão, qualidade gráfica, desenvolvimento técnico). A relação entre edifício existente e as edificações propostas é solucionada de forma harmoniosa, integrando-as volumétrica e formalmente. O programa se mostra pertinente frente a uma demanda latente da maioria das cidades brasileiras, e o domínio da proposta mostra-se desde a escala da implantação até detalhes técnicos de conforto ambiental, demonstrando maturidade do processo completo de projeto em suas mais diversas escalas. A leveza das estruturas metálicas associadas a materiais tradicionais e técnicas vernaculares, tais como alvenarias em pedra e tijolos à vista, vem a nobilitar ainda mais o projeto enquanto seu comprometimento com o edifício preexistente e com a paisagem circundante, configurando intervenção marcadamente contemporânea e respeitosa.

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